Um breve relato da minha história



Cresci tendo contato significativo com as artes por meio de meus pais, de maneira informal, já que o dom de ambos era cultuado somente como hobby.



Sou formada em Administração de Empresas e trabalhei na área até 1991, quando iniciei timidamente minha trajetória artesanal. Naquela época o tipo de trabalho e a proposta desenvolvida não se comparavam ao que faço hoje, no entanto, recordo o quanto me senti satisfeita e como isso me encorajou a buscar novas idéias e técnicas.



Inicialmente era apenas um passatempo, uma forma de relaxar e extravasar minha criatividade, mas a possibilidade de dar vida nova a coisas antigas me fascinou e acabei transformando essa paixão em profissão.



Fiz vários cursos em diferentes especialidades, tais como pátinas, texturas, etc., que contribuíram para a ampliação do meu leque de possibilidades.



Acho importante ressaltar a relevância que a arte teve e tem na minha vida, com a libertação do meu lado criativo, como uma maneira de vencer meus obstáculos, o que contribui muito para minha jornada pessoal.



Cada peça, cada técnica, é sempre um desafio em busca de algo novo e diferente. Dentro deste contexto, minha consciência ecológica faz com que eu me esforce na utilização de materiais de primeira linha e que não causem qualquer tipo de dano à natureza.



Considero a expressão artística como um tipo de energia que se inicia a partir do momento de sua elaboração e reflete diretamente sobre o trabalho final do artesão, ou seja, a vibração projetada sobre cada peça a transforma num objeto imantado.



A arte nos dá a possibilidade de preencher o universo que nos cerca com cor e beleza - nos fornece um novo olhar, valorizando as coisas simples do universo...e é isso que me encanta.



Rachel Oliveira


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Renovação / Inovação

A permanência e convivência por dias, semanas e às vezes meses dentro da residência de cada cliente,acompanhando sua rotina, me permitiram não só fazer muitos amigos como também tirar algumas conclusões bem contundentes. Por exemplo, a transformação concreta, física de ambientes é, sem dúvida, o reflexo de uma modificação pessoal (interna) altamente positiva, diga-se de passagem, renovadora e inovadora. Falo isso porque tenho observado que esses movimentos de 'reaproveitamento' não trafegam pela linha do "apego" mas, sim, como uma postura de consciência, enfrentamento e valorização da realidade.